sexta-feira, 20 de abril de 2012

Você é o presente do Pai para Jesus

Somos o presente do Pai para Jesus e nos tornamos filhos com Ele. Não teríamos nenhum direito de ser filhos de Deus, de ir para o céu, mas, uma vez que o Pai nos deu de presente para Jesus, agora temos essa graça: somos filhos também. E onde Jesus estiver, estaremos com Ele.

Satanás não quer que participemos dessa graça. Então, ele faz do pecado algo gostoso, para que os filhos de Deus caiam em suas armadilhas e que o lindo projeto do Senhor não se realize em nossas vidas.

O maligno faz de tudo para nos arrancar violentamente das mãos de Deus e nos escraviza no pecado e nos vícios. Ele não nos quer a serviço de Jesus. Não podemos ser tolos, porque somos um maravilhoso presente do Pai para Seu Filho. Precisamos estar sob o domínio de Jesus.

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

(Trecho do livro "Céus Novos e uma Terra Nova" de monsenhor Jonas Abib)

terça-feira, 10 de abril de 2012

O ARTESÃO DA VIDA

Mensagem

Um artesão encarrega-se de fazer vasilhas de barro, de louça ou de cerâmica. Um artesão pode fazer humildes cântaros para levar água fresca como formosos vasos que embelezam os palácios dos reis. Porém um vaso tem mais valor no mercado que um cântaro, mas só no mercado, porque a função prática dos vasos é principalmente decorativa, enquanto que os cântaros se utilizam para beber água fresca. Entretanto, nem o cântaro nem o vaso podem existir sem o artesão. O barro misturado com água ou a argila misturada com água, sem a intervenção do artesão, estes objetos não são nada. E nada sai deles. Os super milagres não existem. Podemos fazer a prova, recolhendo terra misturando-a com água e então amassá-la. Deixamo-la para que repouse, porém não obtemos nada, já que necessitamos das mãos e do engenho do artesão para que estas tomem forma. O artesão toma este barro nas mãos e decide fazer um jarro ou um cântaro. Põe a massa no torno e vai modelando com as mãos, dando-lhe forma. Suponhamos que o barro ou a porcelana tivessem vida, e pudessem escapar do torno. Acaso não acabariam em nada? Num montão de terra molhada, que a chuva arrastaria. Mas no torno vão tomando forma e convertem-se num cântaro ou num jarro. Podemos pensar que já está acabado o processo, mas não, é preciso ainda que o artesão as ponha no forno, na frágua, que suportem a prova do fogo. Também esta deve ser muito dolorosa, se os imaginamos com sentimentos. E que aconteceria se o cântaro ou qualquer um dos seus companheiros decidissem escapar do forno, da prova? Quebrar-se-ia na primeira. Não serviria para nada. E seria necessário desfazer-se dele como um traste inútil. Há um artesão diferente dos outros. Ele tem a particularidade de amar com loucura as suas obras. Elas são livres. E às vezes rechaçam o forno. Inclusive o torno. Quando um destes objetos se quebra, este Artesão não deixa o cântaro quebrado, atirado para um canto, pelo contrário, toma-o de novo, amassando-o no torno não com água, mas com Sangue, com o Sangue do Seu Filho. Porque este Artesão é Deus Pai. O Seu Filho, Jesus. E o cântaro ou vaso, cada homem ou mulher. O torno, a fé. 

    O forno, a vida.



sábado, 7 de abril de 2012

Cristo ressuscitou, eis a nossa grande alegria!



   Tomados pela grande esperança e iluminados pela penitência quaresmal, chegou a hora de celebrar solenemente o anúncio da ressurreição de Cristo, “Ele está no meio de nós”. Eis agora a nossa missão, anunciar o Cristo ressuscitado a todas as pessoas. Pelo dom do batismo, temos essa missão. A nossa satisfação na vida consiste em viver e deixar-se conduzir pelos mesmos sentimentos de nosso Senhor Jesus Cristo, morto na cruz e ressuscitado no primeiro dia da semana.
Comemorando os 50 anos do Concílio Vaticano II, eis um dentre tantos outros frutos produzidos, num dos seus documentos sobre o apostolado dos leigos e leigas, Apostolicam Actuositatem: “Sendo Cristo, enviado pelo Pai, fonte e origem de todo o apostolado da Igreja, é evidente que a fecundidade do apostolado da Igreja depende da sua união vital com Cristo, como diz o Senhor: “aquele que permanece em mim e eu nele produz muito fruto; porque, sem mim, nada podeis fazer” (Jo 15,5) [...] Desta forma é necessário que os leigos, com prontidão e alegria de espírito, progridam na santidade, esforçando-se por superar as dificuldades, com prudência e paciência. Nem os cuidados familiares nem os outros negócios seculares devem ser estranhos à orientação espiritual da vida, segundo a palavra do Apóstolo: “tudo o que fizerdes de palavra ou ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, por ele dando graças a Deus Pai” (Cl 3,17). Tal vida exige contínuo exercício da fé, da esperança e da caridade. Só pela luz da fé e meditação da palavra de Deus é possível, sempre e em toda a parte, reconhecer Deus no qual “vivemos, nos movemos e somos” (At 17,28), procurar a sua vontade em todo o acontecimento, ver Cristo em todos os homens, quer próximos, quer afastados, ter um conceito do verdadeiro significado e do valor das coisas temporais, em si mesmas e em ordem ao fim do homem.
Os que possuem esta fé vivem na esperança da revelação dos filhos de Deus, lembrados da cruz e da ressurreição do Senhor” (A.A. 4).
Com essa belíssima mensagem, a Comissão Pastoral Episcopal para o Laicato, quer desejar a todos e a todas as redobradas bênçãos e verdadeiros sentimentos de alegria pela festa da Páscoa do Senhor. Sejamos os verdadeiros e alegres testemunhas da ressurreição do Senhor com nossas vidas e contagiemos toda a sociedade com a sincera vida digna, justa e fiel ao Senhor. Que o nosso apostolado dentro da Igreja e dentro da sociedade traga frutos de profundas mudanças, reconquistando a justiça, a fidelidade, a honestidade e a sensibilidade fraterna entre todos nós, seres humanos, em harmonia com toda a criação. Façamos a bela experiência de Maria em receber em nossas vidas a verdade e certeza de que Cristo ressuscitou e agora está no meio de nós.


Feliz Páscoa!

Dom Frei Severino Clasen, OFM
Bispo de Caçador - SC
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato